Tag Archives: tinto

24abr/17
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Dominó Foxtrot 2014

Foi no Parque Natural da Serra de São Mamede (Portalegre) que fomos encontrar Vítor Claro, conhecido pela sua cozinha mas cada vez mais também pelos seus vinhos. Da sua marca mais conhecida, os Dominó, surge nova referência de nome Foxtrot. Nasce de vinhas velhas, situadas a 650 metros de altitude e com uma idade a rondar os 85 anos. Dali utiliza as uvas brancas da vinha que dá origem ao Dominó tinto e parte das tintas que se encontram na vinha do Dominó branco. Parece confuso mas deixa de o ser no exacto momento em que o temos no copo e onde tudo bate certo. Nos seus equilibrados 12% a rusticidade está lá, ao lado da frescura da Serra e de um turbilhão de fruta fresca e bem ácida, lavanda, fundo duro e térreo dos solos ricos em granito. O preço ronda os 10€ e não sendo fácil dar com ele, vale a pena a procura. 91 pts

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Dominó Foxtrot 2014

25mar/17
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Quinta das Marias Reserva Cuvée TT 2007

Era uma vez um vinho que foi provado na altura do seu lançamento e que me agradou o suficiente para ter guardado algumas garrafas. A última foi esta, passou uma década e achei que seria oportuno ver como estaria de saúde este blend de Touriga Nacional e Tinta Roriz. Do interesse e sorriso que despertou mal caiu no copo, o tempo que veio a seguir apenas o ajudou a desconjuntar, por entre a fruta e os toques florais e frescos com leve balsâmicos vem um beliscão do álcool pouco ou nada prazenteiro. Baralhamos e voltamos a dar, confuso, sem saber por onde andar, os aromas parecem que vão tropeçando uns nos outros, melhor na prova de boca onde se mostra mais assertivo. Foi encostado junto de outros tantos, no final da noite ainda fui ver como estava mas já tinha partido.88 pts

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Quinta das Marias Reserva Cuvée TT 2007

12dez/16
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Herdade do Rocim 2013


Tem sido notável a evolução dos vinhos da Herdade do Rocim(Alentejo)e este é disso exemplo, fruto de um querer sempre mais e melhor que tem levado a que os vinhos sejam afinados colheita após colheita. O resultado apenas beneficia o consumidor que vai tendo a oportunidade de levar ao copo vinhos que sem virar costas ao Alentejo, mostram-se orgulhosamente frescos.É portanto um vinho que se bebe com muito prazer, no imediato ou daqui por uns anos pois tem estofo para tal. É fresco, a fruta estápresente sem compotas em demasia, ligeiramente confitada mas esse toque morno da planície que lhe marca a alma em conjunto com a Alicante Bouschet que se faz notar. O preço que em muito local não passa dos 8€ torna-o acessível para quem com pouco procura ter um vinho com qualidade acima da média e a relação preço/satisfação é muito boa. É beber ou guardar, se a opção for a primeira então o prazer está mais que assegurado. 90 pts

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Herdade do Rocim 2013

10dez/16
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Brites Aguiar 2009

Vem do Douro e dá pelo nome da família, Brites de Aguiar, oriunda da pequena aldeia de Várzea de Trevões do concelho de S. João da Pesqueira. O nome da família exige o melhor vinho e só omelhor lote de algumas colheitas têm direito a essa distinção.O texto do rótulo, que difere de colheita para colheita, é trabalho da matriarca da família, Maria Fernanda Costa Brites, também assinado por Manuel António Pacheco Aguiar. Das uvas Touriga Franca, Tinta Roriz e Touriga Nacional sai o lote que estagia 18 meses em barrica até sair para o mercado a coisa de 30€ a garrafa. O vinho é imponente e carregado de fruta negra bem fresca e madura, a escorrer de sabor pelas paredes do copo. Embalada pelo toque mentolado de fundo, enche o copo de notas de baunilha, pimenta preta, floral e uma ligeira austeridade de fundo. Na boca é carregado de sabor, volumoso e estruturado, convidativo a mais um trago num perfil que pede pratos de bom tempero.92 pts

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Brites Aguiar 2009

06dez/16
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O Sossego da Herdade do Peso

Situada no Baixo Alentejo, em plena Vidigueira, a Herdade do Peso acaba de colocar no mercado as últimas novidades, de nome Sossego, que se apresentam no formato branco, rosado e tinto. Surgem assim, na Herdade do Peso, os novos vinhos que se situam no patamar imediato ao Vinha do Monte, como vinhos indicados para um consumo mais casual e diário, com uma qualidade interessante para o objectivo pretendido. E é neste sossego por mim tão desejado e que me tem mantido nestes últimos dias bem afastado do reboliço da cidade, que me vou deixando deliciar pelos aromas e sabores dos vinhos que me vão passando pelo copo.
Neste caso é a franqueza de aromas que os domina por inteiro, a frescura em conjunto sempre bem afinado, mostra-se ao lado da fruta (madura e fresca) de intensidade mediana tal como se mostram a nível de corpo. E mesmo neste sossego deseja-se e procura-se alguma irreverência ou mesmo aquele algo mais que faça despontar o interesse naquilo que temos pela frente. Apetecia pois um pouco mais, mas talvez isso fosse pedir o que não se pode dar, ou o que não faz parte da estratégia delineada. Resta-nos, pois, em sossego apreciar estas novas referências:

Sossego branco 2015: num lote tipicamente alentejano com 75% Antão Vaz, 20% Arinto e 5% Roupeiro, fruta fresca e madura de bom nível com exuberância de bom tom, ligeiro floral a fechar o conjunto, algo discreto com boa secura no fundo, mas pronto para a mesa.


Sossego Rosé 2015: feito exclusivamente de Touriga Nacional, bonito na cor e na candura dos aromas, frescos, ligeiros e apelativos, sendo direto na forma como se faz mostrar. Presença mediana no palato sendo a fruta novamente protagonista, calmo, sereno, ligeira secura de fundo num perfil que agrada.

Sossego tinto 2014: criado a partir de um lote de 75% Aragonez, 15% Syrah, 10% Touriga Nacional, com direito a estágio de 6 meses em barrica usada. Muita fruta madura em tom silvestre (amora, framboesa) com o aconchego da barrica, elegância num todo harmonioso. Boca num misto de fruta e frescura, corpo mediano com boa presença.

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O Sossego da Herdade do Peso

28mai/16
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Sijnn Touriga Nacional 2013

Até onde estaria disposto a ir atrás dos seus sonhos? O que o faz levar a ir mais além?

Desde que atraquei na Cidade do Cabo, procurei referências sobre vinhos produzidos com castas Portuguesas. O primeiro vinho que encontrei, era da marca branca da Woolworths, feito de Touriga Nacional e tinha uma galo de Barcelos no rótulo. O vinho era bom para tempero.

A África do Sul em termos de produção de vinho é caracterizada por castas internacionais. Na região de Swartland, encontramos com alguma frequência, lotes feitos com a casta Verdelho, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca, nos Cape Ports (a imitação do vinho do Porto) são utilizadas as mesmas castas que em Portugal.

O produtor Sijnn tentou reproduzir o ambiente natural que existe em Portugal, designadamente no Douro, onde é plantada a Touriga Nacional, particularmente em termos de solo, onde foram feitos mais de 300 estudos antes de escolher a parcela para plantar a videira. Este vinho é a realização de um sonho do produtor que se apaixonou pelo Douro e pela casta.

Aromas a cereja, madeira tostada, ligeira baunilha e ameixa madura.

O vinho é sedoso, mas tem barba de 1 dia, ganha musculo e tem um embate final quente. Tem ameixa madura, cereja, alguma pimenta e parece que anda lá alguma canela.

Classificação:★★★☆☆

How far would you be willing to chase your dreams? What does it take to go ahead of the curve?

Since I arrived in Cape Town, I looked for references to wines produced with Portuguese grape varieties. The first wine I found, was Woolworths’s made from Touriga Nacional and had a rooster of Barcelos on the label. The wine was good for seasoning.

South Africa in terms of wine production is characterized by international varieties. In the Swartland region, it can be found with some frequency, blends made with the Verdelho, Touriga Nacional, Touriga Franca and Tinta Barroca in Cape Ports (imitation of Port Wine) are used the same varieties in Portugal.

Sijnn tries to reproduce the natural environment that exists in Portugal, particularly in the Douro, where Touriga Nacional is planted, particularly in terms of soil, where they were made more than 300 studies before choosing the plot to plant the vine. This wine is the realization of a dream which the producer fell in love for the Douro and the wine grape.

Cherie’s, toasted oak, some vanilla e ripe plum.

The wine is silky, but is has structure like a 1 day beard, it has muscle and ends warm. It provides ripe plum, cherries, pepper and some cinnamon underneath.

Ratting:★★★☆☆

Source - 

Sijnn Touriga Nacional 2013

11mai/16
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Vale da Capucha – Os vinhos de Pedro Marques

Os vinhos Vale da Capucha nascem a partir dos 13 hectares da Quinta de S. José em Carvalhal, Torres Vedras. É ali que o enólogo Pedro Marques cria desde 2009 os seus vinhos, todos eles com um cunho muito pessoal e uma visão que nos remete para o cultivo da vinha de forma orgânica (certificado em 2012). São os solos de elevado teor calcário e a proximidade ao mar, apenas a 8km, que ajudam a despontar a acidez natural dos vinhos. Todo o processo de vinificação é natural, sem adição de leveduras e outros “extras” que tantas vezes ajudam no processo. Na aposta que Pedro Marques fez em termos de castas, em conversa vai dizendo que algumas não se mostraram tão bem como ele esperaria e como tal é altura de mudança. Essa mesma mudança que o leva a querer apostar cada vez mais nas castas que ali sempre se deram, ou seja, jogar em casa com os da casa.

A evolução desde os seus primeiros vinhos até aos mais recentes lançamentos tem sido fantástica, com os brancos em grande destaque onde a pureza de aromas e a frescura quase eléctrica nos percorre todo o palato. A evolução a todos os níveis faz com que a cada colheita que passe, a cada ano de aprendizagem, Pedro Marques consiga educar cada vez melhor os seus vinhos, de modo a que consigam encarar a passagem do tempo sem medos nem pressas. Porque uma coisa é mais que certa para quem prova as últimas colheitas no mercado, ou mesmo as de 2015 ainda a repousar em inox, tempo de vida e de crescimento é algo que por ali não falta.
No Vale da Capucha também se fazem tintos, mas são na realidade os brancos que atingem outra dimensão e patamares merecedores de real atenção. O tesouro escondido é composto pelos Colheita Tardia que nas mãos de Pedro Marques ganham uma dimensão fantástica no que à qualidade e também finesse diz respeito. A podridão nobre ataca e a conotação ao que de bem se faz lá por fora é imediata, também aqui o caminho parece estar traçado e revela-se sério e terrivelmente apetecível.

Fóssil branco 2013: Um belíssimo entrada de gama, ronda os 8€, onde se sente a fruta bem fresca de aromas citrinos e fruta de pomar, limpo e a mostrar uma ligeira nota da passagem do tempo. Pelo meio mistura-se o floral, tudo num perfil de mediana intensidade, por aqui não se procurem grandes perfumes, apenas precisão e definição aromática. O fundo tal como na boca é de travo salino/mineral com boa secura.

Vale da Capucha branco 2013: Algo fechado de aroma, agita-se o copo e nota-se que decantação só lhe faz bem, a fruta com ligeiro rebuçado de limão, flores, vegetal fresco, muito boa energia num conjunto mais coeso e amplo que o Fóssil. Ganha na amplitude e na presença de boca, com pederneira em fundo e notas bem vincadas de citrinos. O travo de giz que se faz notar é ponto assente no resto da gama.

Vale da Capucha Antão Vaz 2013: Deste já não se volta a fazer, uma vontade do enólogo em mostrar que a casta pode ser mais qualquer coisa para além do que se mostra pelo Alentejo. Objectivo conseguido, a marca do terroir da Capucha enche os bolsos deste Antão Vaz de pedras calcárias, os aromas da casta estão presentes embora envoltos numa malha eléctrica que lhe dá uma boa energia, mas nada mais que isto.

Vale da Capucha Alvarinho 2013: No seguimento da linha do Antão Vaz, consegue também ele mostrar a casta, boa secura com muita frescura a arrebitar os sentidos. Depois a casta mostra-se num plano mais sério e sisudo do que muitas vezes acontece na sua região natal. É daqueles vinhos que me parece meio perdido e sem saber muito bem quem é. Renovo tudo o que foi dito no rasto mineral e na secura final que percorre toda a gama.

Vale da Capucha Arinto 2013: É a meu ver a estrela maior da companhia no que a brancos diz respeito, toque fumado a lembrar pederneira, com citrinos num conjunto amplo e muito fresco. Ligeiro floral, todo o vinho pede tempo, implora para que seja guardado por mais um par de anos. A prova de boca revela isso mesmo, mas também um vinho com uma tremenda voracidade para a mesa. A frescura que mostra ter juntamente com os aromas e sabores bem definidos em conjunto com uma austeridade em pano de fundo, fazem dele o rei da mesa com os mais variados mariscos ou peixes grelhados.
Pynga Selection Syrah Viognier 2012: O único tinto provado que resulta de um lote de Syrah e Viognier, numa conjugação de aromas e sabores que no imediato o empurram para carnes grelhadas no carvão. O vinho é recheado de notas de fruta fresca e sumarenta, nem uma pynga de doçura porque a fruta resume-se a mirtilos e cerejas bem frescas e ácidas. No resto mostra-se carnudo e com ponta de especiaria, muito nervo com secura no final de boca, sirva-se com uns lombelos grelhados.

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Vale da Capucha – Os vinhos de Pedro Marques

07mai/16
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De Trafford Elevation 393 2009

Feito a partir de um lote de Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Cabernet Franc.

Aromas a cereja, bagas pretas, amoras maduras e tabaco.

Várias espadas entram na minha boca. É um vinho anguloso. Entra a cereja madura, depois há um ataque em bloco de coisas identificáveis onde sobressaem as bagas pretas e depois lá por debaixo a folha de tabaco. Pica na boca (sente-se a pimenta branca) e termina quente a saber a conhaque. Pura magia.

Classificação:

Masde from a blend of Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah and Cabernet Franc.

Aroma composed of cherries, dark berries, ripe plum and tobacco.

Lots of swords enter into my mouth. It is an angular wine. it starts with the ripe cherries, then a block attack made of indistinguishable things which it reveals dark berries with tobacco leave underneath. It hitches the tongue (you can fell the white pepper) and ends warm tasting to cognac. Pure magic.

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De Trafford Elevation 393 2009

21abr/16
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Vidigueira Alicante Bouschet 2014

No Acto IV A Inspiração surge este Vidigueira Alicante Bouschet 2014 (Alentejo) a mostrar todo o temperamento da casta, austeridade a fazer-se sentir com muita fruta madura juntamente com compota, cacau, a precisar de algum tempo no copo porque tudo vem inicialmente muito enrolado num manto bem fresco. Com preço bastante convidativo, ronda os 6€ na loja do produtor, temos um vinho que tem tanto de intenso como de guloso, jovem e pronto para durar em garrafa, numa prova de boca cheia de energia que o remete para acompanhar pratos de bom tempero. 91 pts

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Vidigueira Alicante Bouschet 2014

04abr/16
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Casa da Passarella Enxertia Jaen 2012

Se há um vinho do Dão que me encheu as medidas nos últimos tempos, é certamente este Jaen da Casa da Passarella. A casta Jaen tem na região do Dão todas as condições para brilhar ao mais alto nível, haja quem a consiga entender e nela aposte como é o caso. O resultado que nos cai no copo é a todos os níveis brilhante e ao mesmo tempo delicioso. Um vinho que conjuga modernidade com a traçada mais clássica do Dão, algo a que o enólogo Paulo Nunes já nos tem acostumado com grande mestria. Quanto ao vinho sabe invocar o melhor da casta, desde o lado mais vegetal com os toques de caruma, pinhal, ervas aromáticas, com a fruta carnuda e sumarenta. Vida pela frente não lhe falta, como frescura também não e ainda a juntar a isto aquela fruta saborosa e gulosa que quase trincamos na boca. O preço ronda os 15€ e vale cada cêntimo de prazer a acompanhar a melhor da gastronomia regional. 93 pts

From:

Casa da Passarella Enxertia Jaen 2012