Tag Archives: frutos

15jun/15
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Branco chileno de personalidade, maduro e ideal para sushi: Arboleda Chardonnay 2013

Participamos no último dia 10 de junho de mais uma degustação virtual promovida pelo Winebar, dessa vez entrevistando a Maria Eugênia Chadwick, embaixadora internacional da marcaViña Arboleda, fundada em 1999. É um projeto pessoal do respeitado Eduardo Chadwick na região do Aconcagua, cujo nome é uma homenagem às árvores nativas preservadas em suas vinhas. Em seus vinhedos.

Em seus vinhedos cultiva as brancas chardonnay e sauvignon blanc, além das tintas pinot noir, carmenère, syrah e cabernet sauvignon. Particularmente gostamos muito dos vinhos de regiões mais costeiras do Chile, como San Antonio, Leyda e Casablanca.

O vinho de hoje, um 100% chardonnay, foi premiado recentemente no Japão com o título de “Melhor Vinho para Sushi”, pela Asian Food Sushi, num painel que reuniu 340 especialistas. Segundo enfatizou a assessoria de imprensa, “os juízes enfatizaram a acidez e aroma de laranja misturado com notas sutis de frutas tropicais como manga e abacaxi, deixando a boca com mineralidade refrescante, principais características que o levaram à premiação. Estas características, juntamente com a densidade e viscosidade, alcançam uma combinação perfeita com ingredientes ricos em gordura, como queijo, creme sushi, abacate, camarão, e única e irrepetível geração de salmão”.

Durante a vinificação o vinho é fermentado integralmente em barricas de carvalho francês (30% novas). A alguns dos lotes foram inseridas leveduras selecionadas, enquanto uma grande parte (44%) foi fermentada em barricas, usando leveduras silvestres naturalmente presentes na pele das uvas. Depois disso, passou dez meses por envelhecimento sur lieparaganhar complexidade.

Vamos ao vinho!

Na taça apresenta coloração amarelo-palha. Bem aromático, predominando notas maduras, de frutos brancos e tropicais como abacaxi em calda, maracujá doce e boa presença do tostado da passagem por barricas de carvalho.
Na boca é intenso em sabores. Vinho maduro, de acidez mediana e boa complexidade. Frutos tropicais bem maduros, madeira dando recado, mas sem deixar o vinho pouco interessante. Refrescante e de personalidade. Final médio-longo, repetindo no palato todas as características percebidas no nariz e na boca.

Ao ler a descrição acima – a respeito do uso da madeira e do envelhecimento sobre as borras da fermentação – poderíamos imaginar um vinho pesadão, que fosse difícil de agradar até o último gole, porque é comum encontrarmos vinhos assim por aí. Mas, não foi o caso desse.

A harmonização poderia ser com carnes brancas, aves e queijos brancos. Um vinho maduro, com boa capacidade para harmonizações, mas aqui em casa testamos com sushis que nossa filha adora. Ficou muito bom!

Detalhes da compra:

O vinho é importado pela Expand e vendido em sua loja virtual por R$120, mas essa garrafa eu recebi em casa para participar de mais uma degustação virtual promovida pelo Winebar (veja aqui).

Saúde a todos!

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Branco chileno de personalidade, maduro e ideal para sushi: Arboleda Chardonnay 2013

04mai/15
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Gosta de vinhos sem passagem por madeira? Se sim, experimente esse Kalfu Kuda Chardonnay Unoaked 2013

A foto não saiu boa, porque estava à noite e com pouca iluminação. Mas, isso felizmente não interfere no resultado da degustação desse chardonnay sem passagem por madeira, com uvas do Vale de Leyda, região chilena bem próxima ao Oceano Pacífico. Por isso, sofre suas influências, garantindo aos vinhos boa acidez e mineralidade.
É elaborado pela famosa Viña Ventisquero e em seu rótulo duas expressões que remetem à cultura Mapuche, povo indígena da região centro-sul do Chile e do Sudoeste argentino. Em sua língua (mapudungun) a palavra kalfu significa azul, a cor mais importante para esse povo, pois remete à origem vida, à cor do mar. E kuda é o cavalo marinho, cujo nome científico é Hippocampus kuda, considerado símbolo de fortaleza e poder.
Quanto ao vinho, como dito, não passa por barricas de carvalho, daí a expressão unoaked no rótulo. Por isso preserva todas as características de aromas e sabores da uva, sem interferência da madeira, que pode ser benéfica quando agrega complexidade e corpo ao vinho, por exemplo.
Na taça tem coloração amarelo palha. Aromas intensos, algo vegetal no início lembrando folha de tomate, o que é um descritor aromático dos vinhos com a sauvignon blanc, mas juro que estava lá, acompanhado de mineralidade e, depois que essa primeira impressão se dissipou, apareceram frutos tropicais, especialmente abacaxi.
Na boca tem boa untuosidade, grande frescor dado pela acidez e mineralidade bem presente. Frutos marcando presença, com algo cítrico também, parecendo tangerina. Final de boa persistência, frutado, com palato bem mineral.
Vinho de muita personalidade, mesmo sem a interferência das barricas de carvalho. Aprovado e sem dúvida irá muito bem acompanhando a culinária oriental, mesmo se for mais condimentada. Tem 13% de álcool, sem aparecer em nenhum momento.
Detalhes da compra:
O vinho é importado pela Domno e aqui em Minas Gerais pode ser encontrado na faixa dos R$85-90, mas pode ser mais barato dependendo da situação tributária do seu estado. Aqui no glorioso estado mineiro os tributos abocanham mais de 50% do valor do vinho.
Saúde a todos!

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Gosta de vinhos sem passagem por madeira? Se sim, experimente esse Kalfu Kuda Chardonnay Unoaked 2013

10dez/14
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Ficando em dia com a Confraria: Lídio Carraro Dádivas Pinot Noir 2013 #CBE

Foram elaboradas 10.000 garrafas e abrimos a de nº 4.297.
AConfraria Brasileira de Enoblogsfoi fundada em fevereiro de 2007 e eu fiz parte de sua criação. Então, sou um dos confrades que mais tem obrigação de manter-se em dia com a CBE. Porém, não tenho conseguido publicar o vinho no dia 1º de cada mês desde junho, mas prometo atualizar as postagens até o final do ano.
E esse vinho deveria ter sido publicado no dia 1º de agosto. O tema foi escolhido pelo confrade Evandro Vanti Gonçalves, do blog Vinhos que Provo, que determinou: “tinto nacional sem passagem por carvalho e sem limite de preço”.

Quando li o tema não pensei em outro produtor que não a Lídio Carraro, que tem se notabilizado por elaborar vinhos sem a utilização de barricas de carvalho. Confesso que já ouvi muitas estórias sobre esse fato nas minhas inúmeras visitas ao Vale dos Vinhedos: que as barricas ficam escondidas, que utilizam tábuas de carvalho dentro dos tanques de inox e por aí vai. Eu trabalho com a presunção de boa fé e com o fato de que se algo assim for descoberto a reputação da família, da enóloga, de seus vinhos simplesmente vai evaporar. Então, eu prefiro acreditar que a vinícola não usa madeira em seus vinhos. E ponto!

Na taça o vinho tem coloração vermelho cereja, com grande transparência, típica dos vinhos com essa uva. Aromas um tanto tímidos, seja em temperaturas mais altas ou mais baixas. Frutos silvestres. Em boca é bem melhor, corpo médio, álcool dando uma sensação de potência e mais corpo, notas levemente adocicadas. Frutos vermelhos se repetindo, mas em maior intensidade do que o nariz indicava.

Bom conjunto, com taninos com leve adstringência, boa acidez. Algumas notas vegetais, especiarias e frutos secos. Gostei do equilíbrio do vinho, salvo por uma pontinha de álcool que sempre apareceu, dando uma sensação de calor (14% de teor). Final de boa persistência, com palato vegetal e de especiarias sobressaindo sobre a fruta.
Vinho que pede comida, como queijos meia cura, risotos com carne, massas com molho vermelho (por conta de sua boa acidez), frango assado com polenta etc. Também dá impressão de que pode ganhar complexidade com mais um ou dois anos em garrafa.
Na garrafa existe sugestão de consumo entre 16 e 18 graus. Penso que mais frio ele se apresenta melhor na taça, com o álcool aparecendo em menor intensidade.
Por fim, preciso dizer algo que provavelmente me direcionará algumas “pedradas virtuais”, mas desaconselho gastar R$80-100 num Borgonha genérico e sem personalidade. Se quiser experimentar algo interessante da França, espere desembolsar de R$150 pra cima (ou compre na fonte). Esse vinho brasileiro, de Encruzilhada do Sul, oferece mais que muitos franceses à disposição no mercado nacional a preços bem mais salgados.
Detalhe da compra:
Comprei esse vinho pela loja virtual da Wine, pagando R$41 (veja aqui).

* Esse foi o 96º vinho que comento para a CBE.

Saúde a todos!

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Ficando em dia com a Confraria: Lídio Carraro Dádivas Pinot Noir 2013 #CBE

25set/14
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Vale a pena provar esse tinto brasileiro: Dunamis Tannat 2012

É um Tannat, mas mantém o perfil jovem que a vinícola sempre pretendeu para seus tintos.
Sempre gostei dos tintos da Vinícola Dunamis, de Dom Pedrito. Normalmente são macios, fáceis de beber, de um estilo “jovem” que a vinícola sempre pregou, prontos para agradar aos paladares menos experientes, que estiverem migrando do vinho de mesa para os vinhos finos ou mesmo da cerveja para os vinhos.
Esse perfil jovem da vinícola está nos rótulos de seus vinhos, nas ações de marketing e também em quem elabora o vinho, os jovens enólogos Thiago Peterle (24 anos) e Vinícius Bortolini Cercato (25 anos), que procuraram obter um vinho de “espírito descomplicado, criativo e ousado”.
Vamos ao vinho.
Esse é um 100% Tannat, com uvas da Campanha Gaúcha, um terroir que parece muito promissor para essa variedade. Tem passagem de 12 meses por barricas de carvalho americano e fica mais um ano amadurecendo na garrafa, o que lhe permitiu ganhar bastante equilíbrio.
Coloração púrpura, com reflexos violáceos. Aromas em boa intensidade lembrando frutos vermelhos e negros, tabaco e notas de couro. Em boca tem bom corpo, com acidez refrescante e taninos finos, levemente rascantes. Frutos vermelhos estão em equilíbrio com as notas amadeiradas, presentes com um elegante tostado. Final persistente, repetindo tudo.
Dos tintos que experimentei da vinícola esse é o “menos descontraído”, no bom sentido, pois pede comida para acompanhá-lo. Mas, não confundir isso com o “peso” excessivo que podemos encontrar em outros vinhos com essa uva. Tem 13% de teor alcoólico.
Curiosidade: o vinho ganhou Medalha de Ouro no VII Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, realizado em abril, na cidade de Bento Gonçalves (RS).
Detalhes da compra:
Recebi esse vinho da assessoria de comunicação da Dunamis, mas pode ser adquirido por R$ 49,30 na loja virtual da vinícola (veja aqui).
Saúde a todos!

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Vale a pena provar esse tinto brasileiro: Dunamis Tannat 2012

05jun/14
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Tour Gastronómica SANA Hotels – River Lounge

Tour Gastronómica SANA Hotels - River Lounge
Na sequência da visita ao Flor de Lis, a Tour Gastronómica SANA Hotels para mim continuou por Lisboa, desta vez no Myriad by SANA, o imponente hotel colado à Torre Vasco da Gama, no Parque das Nações.

Aos comandos da cozinha do River Lounge - o restaurante do hotel – está o Chef francês Frederic Breitenbucher, vindo da Fortaleza do Guincho. Mais uma aposta do grupo SANA em dar “ordem de soltura” a sub-chefes de cozinhas com créditos firmados.

Passando sem mais demoras para o que nos foi caindo na mesa, até porque só o nome dos pratos já fazia um post com 1 página, não posso também aqui deixar de falar no pão. Com especial destaque para o de passas e o de caril, que fez as delícias da mesa.

O menu começou com Vieira Marinada, Variação de Beterraba e Legumes Crocantes. Com um empratamento daqueles que dá pena desmanchar, soube tão bem como aparentava. Um prato fresco e primaveril, que combinou na perfeição com o Rio Tejo que nos acompanhava na refeição. Ah, e com um Mar da Palha Sauvignon Blanc 2012 que, apesar de ser uma casta pela qual não morro de amores, tinha uma boa acidez e um toque vegetal que fazia ali todo o sentido.

Ainda como entrada, Magret de Pato Fumado com Foie Gras Salteado, Chutney de Toranja e Pão de Especiarias. Mais uma prova de fogo superada para Foie Gras, afinal parece que gosto mesmo daquilo! Combinação de sabores harmoniosa com aquele punch (não arranjei uma palavra de jeito em português que encaixasse aqui bem) do chutney a dar ainda mais brilho ao conjunto.

O prato de peixe foi Salmonete Salteado, Compota de Funcho, Crumble de Azeitonas e Batata com Açafrão. O salmonete é dos meus peixes preferidos e aqui teve o tratamento merecido. Textura perfeita, e o molho feito com as espinhas, fígados, etc, a puxar pelo sabor “amariscado” do peixe. Não fosse a batata com açafrão ter ficado ligeiramente crua e este tinha sido, sem espinhas, o prato da tarde.
Com grande exuberância no aroma, mas uma boca fresca e seca, o casamento do Moscatel Galego da Quinta do Vallado 2013 com o prato foi feliz.

Foi já com alguma dificuldade em arranjar tanto espaço no estômago que consegui dar conta do Porco Preto e Canelloni Recheado com Morchella e Ervilhas, acompanhado de um Passadouro Tinto 2012 (aqui, infelizmente, um pouco mais quente do que devia). Carne no ponto. Os canellonis tinham um sabor muito suave, onde até os cogumelos morchella deixavam ser a carne ser o centro das atenções. Gostava de ver ali alguma malta que tem a mania que nos restaurantes com pratos de apresentação mais cuidada se passa fome.

Quando pensávamos que já teriam passado os momentos mais altos da refeição, eis que nos surge a degustação de primavera, do Chef Pasteleiro Anderson Miotto, um 3 em 1 composto por:

- Suspiro Recheado com Creme Musseline e Frutos Vermelhos, acompanhado por Sorvete de Framboesa e Baunilha (sim, estes desgraçados todos que lá estiveram a almoçar, com a mania das fotos deixaram derreter o gelado);

- Verrine de Frutas e Chocolate, Mousse de Queijo Creme e Cremoso de Cacau;

- Tarte Tatin, com Gelado de Baunilha e Frutos Vermelhos.

E o que dizer deste trio sem abusar nos adjectivos? Não sei… Limito-me a dizer que afinal o estômago tinha mais espaço do que eu pensava e que mesmo um Graham’s LBV 2008, que é um bom vinho, pareceu pequeno ao pé desta sobremesa.

Não tive oportunidade de prosseguir o tour pelos outros restaurantes do grupo, EPIC SANA Algarve Hotel (Alquimia), SANA Sesimbra Hotel (O Espadarte) e SANA Silver Coast Hotel (O Lisbonense), mas por esta amostra fico bastante contente de ver um grupo português com hotéis e cozinhas destas.

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Tour Gastronómica SANA Hotels – River Lounge

28mar/14
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3B Blanc de Blancs Espumante

Feito a partir de Bical e Maria Gomes.

Aromas simples. Marcadamente minerais.

Complexo na boca. Frutos secos, anis, palitos la reine, boa proporção, boa mousse. Dos poucos espumantes que por este preço (9€) se anda a descoberta dos sabores. Mágico.

Final médio.

Classificação: ★★★★☆

Made from Bical and Maria Gomes.

Simple aromas. Mostly mineral.

Complex in the mouth. Died fruits, anise, ladyfingers, good proportion, excellent volume and mousse. It’s amazing that for this price (9€) you are wondering what flavors are in. Magical.

Medium finish.

Rating: ★★★★☆

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3B Blanc de Blancs Espumante

08ago/05

Vinho: João Pires Tinto 2004
Produtor: José Maria da Fonseca, S.A.
Região: Terras do Sado

Aspecto: Cor rubi leve e jovem.
Aroma: Frutinha fresca, cereja e um ligeiro tostado à mistura com aromas verdes.
Paladar: Frutos vermelhos e alguma tosta e termina curto sem qualquer aresta.

Apreciação Global: Este tinto que nos dizem para beber fresco, prima pela juventude do vinho e melhora nesta época do ano.
Nota: 13,5

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08ago/05

Vinho: João Pires Tinto 2004
Produtor: José Maria da Fonseca, S.A.
Região: Terras do Sado

Aspecto: Cor rubi leve e jovem.
Aroma: Frutinha fresca, cereja e um ligeiro tostado à mistura com aromas verdes.
Paladar: Frutos vermelhos e alguma tosta e termina curto sem qualquer aresta.

Apreciação Global: Este tinto que nos dizem para beber fresco, prima pela juventude do vinho e melhora nesta época do ano.
Nota: 13,5

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08ago/05

Vinho: João Pires Tinto 2004
Produtor: José Maria da Fonseca, S.A.
Região: Terras do Sado

Aspecto: Cor rubi leve e jovem.
Aroma: Frutinha fresca, cereja e um ligeiro tostado à mistura com aromas verdes.
Paladar: Frutos vermelhos e alguma tosta e termina curto sem qualquer aresta.

Apreciação Global: Este tinto que nos dizem para beber fresco, prima pela juventude do vinho e melhora nesta época do ano.
Nota: 13,5

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