Tag Archives: espanha

12dez/16
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Dominio del Bendito – La Cuesta de las Musas 2012

O projecto Dominio del Bendito fica situado em Zamora (Espanha) na denominação de Toro, onde Anthony Terryn tem a sua adega e cria os seus vinhos. Nascido em França, foi perto de Zamora que decidiu ficar e criar os seus vinhos. Desde 2003 até à data que tem sabido mostrar todo o potencial da região com vinhos de excelente qualidade. Um amigo de longa data que transpira emoção quando fala das suas criações, a mesma emoção com que nos serve um copo e nos vai dando a conhecer as novidades, ano após ano. Desta vez foi especial, na mensagem que me tinha enviado dizia que tinha algo de muito bonito que me queria mostrar, o encontro coincidiu como não podia deixar de ser, num encontro de amigos, à mesa onde os vinhos ganham vida.
A garrafa surge imponente, robusta e pesada, numa roupagem que mais parece servir para resguardar o precioso líquido que guarda e que dá pelo nome de La Cuesta de las Musas. Quem prova e conhece o poderio do Titan del Bendito já de si fica rendido. As vinhas que lhe dão origem estão em solo arenoso, em dois patamares, com o mais velho a passar dos cem anos enquanto que o mais novo dizia que rondará os sessenta. Do total de barricas produzidas, que não passou das dez, escolheu as quatro melhores onde deixou o vinho repousar durante 22 meses e foi depois engarrafado em Agosto de 2015. Quanto ao vinho, bem o vinho é um portento de elegância com muita energia, a fruta sempre em plano de destaque e muito bonita, limpa, airosa, carnuda e a explodir de sabor na boca. Eleva-se com o toque ligeiro de licor, depois é um tornado de sensações, naquele modelo super desportivo de linhas esbeltas e toda a raça no motor, é isto. A tonalidade já de si é linda, pouco concentrada e um pouco aberta até, a complexidade ganha formas com a passagem do tempo, de tão bom que é que deixamos o caderno de lado. 96 pts

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Dominio del Bendito – La Cuesta de las Musas 2012

01set/16
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Casal Mendes Blue

Depois de surgir em Espanha o primeiro “vinho” azul, o Gik Blue, surge agora pelas mãos da Bacalhôa Vinhos o primeiro “vinho” azul criado em Portugal, o Casal Mendes Blue. Apesar de a base ser a do Casal Mendes branco, o vinho é certificado pelo IVV como “bebida aromatizada à base de vinho”. O processo que lhe dá o tom azul é segredo, mas poderá ter como base a flor Clitoria Ternatea que deu a tonalidade azul a um famoso gin nacional. O preço ronda nas lojas do produtor os 2,99€ e apresenta-se com 10 graus de álcool, o Casal Mendes Blue é parco em aromas e sabores, direi que cheira um bocadinho mais do que aquilo que sabe, apesar do toque de rebuçado mais adocicado que rola pelo palato. Esta espécie de híbrido não chega a entusiasmar, apesar das brincadeiras que permite fazer tal como transformar-se em verde ou de fazer uma sangria que capta a atenção de qualquer pessoa.

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Casal Mendes Blue

22nov/15
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Edetária Selecció Branco 2012

Dando um saltinho até à vizinha Espanha, mais propriamente à Catalunha onde se situa esta D.O. Terra Alta conseguimos encontrar vinhos que nos surpreendem pela diferença e respectiva qualidade. Estas lufadas de ar fresco fazem falta, apetece de vez em quando ter no copo algo que seja diferente. Este Edetária da adega com o mesmo nome, desmarca-se no imediato pela diferença na altura da prova, as vinhas de 60 anos deram as uvas de Garnacha Blanca (85%) e Macabeo (15%) com direito a spa em barrica de 500 litros de carvalho francês durante 8 meses. O resultado é um branco de preço a rondar os 20€ que junta de forma harmoniosa a barrica com a fruta (citrinos, alperce, pêssego) carnuda e sumarenta, pelo meio uma mineralidade que invoca pederneira com um ligeiro toque fumado. A juntar ao ramalhete notas florais e o toque de torrada com manteiga que lhe dá uma sensação de untuosidade tanto em nariz como na boca, sendo a frescura uma constante. 92 pts

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Edetária Selecció Branco 2012

16jun/15
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Dois Cavas de qualidade abrem a primeira a seleção do Clube W Espumantes

Conforme já havia falado aqui no blog, a Wine.com.br lançou recentemente uma nova modalidade para o seu clube de assinaturas. Trata-se do Clube W Espumantes, que oferecerá, durante três meses, seleções exclusivas da bebida. As se associar ao Clube, os clientes recebem duas garrafas de espumante no valor de R$ 58, cada, e têm os mesmos benefícios dos outros tipos de assinatura.
No último fim de semana, provei os dois exemplares da primeira seleção e fiquei bem satisfeita com a qualidade dos produtos. A dupla da estreia é composta por dois Cavas* produzidos pelas Bodegas Langa.
*(espumantes espanhóis elaborados na região de Penedès que são produzidos através do método tradicional, com segunda fermentação em garrafa)
Confira a avaliação:
Cava Real de Aragón Brut


Tipo:
Espumante.
Produtor: Bodegas Langa.
Origem: Calatayud, Penedès, Espanha.
Visual: Cor amarelo palha. Perlage fino e intenso, com bolhas bem centralizadas e de boa durabilidade.
Olfato: Frutas brancas, como melão e maçã, um leve toque floral, notas de levedura e de bolo de frutas.
Paladar: Envolvente, mostra acidez agradável, boa cremosidade e sensação de “agulha” bem presente. O sabor retrata sensações semelhantes às encontradas no nariz. Boa persistência.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Chardonnay e Macabeo, este espumante maturou dez meses em contato com suas leveduras e passou mais três anos descansando nas caves da bodega. Tem 11,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Cava Real de Aragón Brut Rosé


Tipo: Espumante.
Produtor: Bodegas Langa.
Origem: Calatayud, Penedès, Espanha.
Visual: Intensa coloração cereja. Borbulhas intensas e de boa persistência.
Olfato: Apresenta notas de frutas silvestres frescas, como morango e framboesa, além de toques de flores secas e de panificação.
Paladar: Tem corpo médio, acidez correta e boa sensação de frescor. As frutas predominam o sabor, de forma elegante, mas também aparecem as outras características percebidas no aroma.
Outras considerações: Este é produzido apenas com a uva Garnacha e estagiou nove meses em contato com as suas leveduras. O envelhecimento nas caves foi de três anos. Sua graduação alcoólica é de 12%.
Classificação: Muito Bom.

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Dois Cavas de qualidade abrem a primeira a seleção do Clube W Espumantes

08jun/15
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Cava Codorníu Clasico Brut


Tipo: Espumante.
Produtor: Codorníu.
Origem: Penedès, Espanha.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos esverdeados. Bolhas finas e duradouras.
Olfato: Frutas secas, maçã verde e um leve toque cítrico.
Paladar: Mostra cremosidade e um caráter seco, com boa cremosidade e acidez. É uma bebida envolvente e refrescante, que traz de volta à boca as sensações sentidas no nariz junto com discretas notas tostadas.
Outras considerações: Elaborado com 40% de Xarel.lo; 40% de Macabeo e 20% de Parellada, tem no mínimo nove meses de maturação na bodega. Como todo Cava, sua segunda fermentação é realizada na garrafa. A graduação alcoólica é de 11,5%.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Preço: R$ 59 (No Recife, no Empório 4 Elementos).

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Cava Codorníu Clasico Brut

03jun/15
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Gran Sangre de Toro Reserva 2010


Tipo: Tinto.
Produtor: Miguel Torres.
Origem: Catalunha, Espanha.
Visual: Cor rubi violácea de média intensidade.
Olfato: Aromas agradáveis de ameixa, goiaba, canela, chocolate e mentol.
Paladar: Equilibrado, de taninos aveludados. Um vinho fácil de apreciar, que repete na boca as sensações do nariz. Final persistente.
Outras considerações: Esta versão reserva do tradicional Sangre de Toro teve amadurecimento de 12 meses em carvalho. É elaborado com as uvas Garnacha (60%), Cariñena (25%) e Syrah (15%) e tem 14% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de Preço: R$ 45 a 50

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Gran Sangre de Toro Reserva 2010

28abr/15
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China desponta como segundo país com maior área de vinhas

O diretor geral da OIV, Jean-Marie Aurand, apresentou  na sede da OIV em Paris os elementos informativos sobre

A OIV – Organização Internacional da Vinha e do Vinho  divulgou, hoje (27.04), em Paris, estudo apontando a China como o segundo país com a maior área de cultivo vinícola. De acordo com dados de 2014, apresentados durante coletiva de imprensa virtual, a China tem 799 mil hectares de terra ocupada por videiras. A Espanha […]

China desponta como segundo país com maior área de vinhasBlog Vinho Tinto.

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China desponta como segundo país com maior área de vinhas

31mar/15
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Gonzalez Byass Pedro Ximénez Muy Viejo

A Gonzales Byass foi fundada em Jerez no ano de 1835 por Manuel Maria Gonzalez aos 23 anos de idade, com a entrada na empresa do sócio então distribuidor no Reino Unido, Robert Blake Byass. Hoje a empresa é comandada pela quinta geração da família Gonzalez cujo legado resulta numa enorme quantidade de vinhos velhos de enorme qualidade. A empresa detém cerca de 800 ha de vinhedo com 95% Palomino e 5% de Pedro Ximenez sendo o único produtor de Jerez a produzir esta variedade. O processo de elaboração começa numa vindima tardia das uvas Pedro Ximenez que são submetidas ao “soleo” e deixadas durante 20 dias sobre esteiras ao sol. O resultado final é um vinho extraordinariamente denso que irá passar mais de 30 anos na centenária Solera de Noé. Por ano apenas 2000 garrafas vêm a luz do dia, com preço de 55€ na loja do produtor.
A pergunta inicial é quase sempre a mesma, o que esperar de um vinho como este que facilmente ultrapassa as 400 g de açúcar por litro. Aperte o cinto e esperar por uma experiência que é sempre intensa, um vinho que se entranha e conquista de forma arrebatadora a nossa boca, todo o palato fica imediatamente refém. A complexidade aumenta conforme a qualidade e idade do vinho em questão, neste caso é um vinho com grande definição de aromas e sabores, com um balanço extraordinário de todas as componentes. Os aromas são mornos, muito Bolo Inglês, as mais variadas frutas passificadas, caramelo líquido, café, caixa de charutos, muitas especiarias, muita frescura que aguenta todo o peso de forma brilhante. Boca poderosa, concentrado, muito saboroso, forra o palato, algum caril, toque do noggat, nozes, doçura que se sente acompanhada da frescura, suave toque de nozes no fundo, longo e interminável final. Para acompanhar nada melhor que um fondant de chocolate com frutos do bosque ou a acompanhar uma bola de gelado de baunilha. Arrebatador. 95 pts

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Gonzalez Byass Pedro Ximénez Muy Viejo

12mar/15
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The Moro Cookbook by Sam and Sam Clark

The Moro Cookbook by Sam and Sam Clark
(Ebury, 2003, 20,74€)

Um bom livro de cozinha é aquele em que as receitas que nos fornece funcionam, ou seja, tudo aquilo que lemos é de forma simples capaz de ser replicado em casa sem grandes problemas. Acontece que muitos livros apenas funcionam para encher o ego do chef que assim pode dizer que tem um ou dois livros lançados no mercado, quando na prática as receitas que ali colocou nunca funcionam numa cozinha dita normal.
Este The Moro Cookbook é um dos meus livros favoritos, é daqueles em que tudo o que lá vem dentro funciona e onde nos apetece experimentar/fazer tudo o que lá aparece e por vezes damos conta que aquela ou a outra receita são repetidas vezes sem conta, como a deliciosa sopa de beterraba e cominhos, um verdadeiro sucesso aqui em casa.
Os autores Samuel e Samantha Clark são um casal apaixonado pela gastronomia de Espanha, Norte de África e Mediterrâneo Oriental. Após alguns sucessos de restaurantes em Inglaterra decidiram abrir em Londres o Moro, que literalmente significa Mouro, canalizando naquele espaço toda a sua paixão pelos diversos tipos de influências que foram recolhendo nas suas viagens. Em 2001 lançaram o seu primeiro livro, este Moro The Cookbook, que simplesmente é um recompilatório de quase 300 páginas das mais famosas receitas do restaurante. Um livro impregnado de sabores e aromas intensos, receitas fieis às origens onde apresenta alguns pratos de muito condimento e paixão, cheio de detalhes fantásticos com boas fotografias onde se explicam detalhadamente os mais variados ingredientes. As receitas funcionam muito bem e algo muito importante é a facilidade de encontrar os ingredientes necessários, o resultado é o prazer garantido à mesa. O livro é vasto e vem separado em várias secções, desde ensinar as mais variadas receitas de pão, ao fantástico Labneh um queijo feito a partir de iogurte natural, à deliciosa sopa de beterraba e cominhos ou a Raia com vinagre de Jerez, entre muitas outras…
Obrigatório para quem gosta de cozinhar.

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The Moro Cookbook by Sam and Sam Clark