Tag Archives: branco

29mar/17
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Barzen Auslese Feinherb "Edition Alte Reben" 2007

Desafiante é a palavra que melhor descreve este Riesling proveniente de vinhas centenárias plantadas em 1886 na região de Mosel. Num estilo semi-seco é um jogo do gato e do rato entre secura e ponta de doçura da fruta muito limpa e bem madura em tons de nêspera e pêssego de roer. O fundo é seco, em tom mineral com frescura e uma ponta de ligeira untuosidade. Boca a condizer, calmo, sereno com muita elegância e os sabores a desfilarem de pantufas. Num estilo que não cansa e acompanha bem tanto entradas como pisca o olho a pratos de cariz mais oriental, preço a rondar os 20€ em garrafeira online. 90 pts

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Barzen Auslese Feinherb "Edition Alte Reben" 2007

05fev/17
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Creation Chardonnay


Aromas a pêssego maduro, bolo inglês sem frutos secos (só massa com manteiga) e algum citrino para temperar.
Na boca está cheio de banha de porco que aumenta a probabilidade de contrair cancro. Tem muito de tudo, bolo com manteiga, pêssego maduro, groselhas amarelas e madeira fresca que nunca mais acaba. Faz sentido? Depende. Se o bebemos dentro do contexto vale as três estrelinhas do costume, mas se não é o caso, vale muito mais. Que se lixe o lastro da madeira.
Classificação: ★★★★☆

In the aromas there is a lot of ripe peach, English cake without the fruits (only the cake dough with butter) and come citrus for seasoning.

In the mouth is of an excessive force. It haves so much fat and lard, too much of everything, ripe peach, gooseberries, butter. It makes sense? it depends, drank in a normal context, it would reach the classical 3 stars, if that is not the case, it is worth much more. Just forget the ballast of the oak.

Ratting: ★★★★☆

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Creation Chardonnay

16dez/16
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Herdade do Rocim Amphora branco 2015

O vinho de talha tem renascido quase das cinzas em que o deixaram, um pó acumulado pelo tempo e pelo esquecimento dos produtores. A enologia dos tempos modernos chegou em força e as adegas artilhadas relegaram ao esquecimento as velhas talhas de barro e tantas outras histórias que haveria para contar. Mas centrando as atenções neste Amphora branco 2015 da Herdade do Rocim, preço a rondar os 10€, que se afirma como o melhor exemplar que se pode encontrar no mercado. Com toda a certeza, muitos podem ver nele um produto da moda, tem todos os tiques daquilo que muita gente anda à procura noutras paragens, noutros lugares, com a dita curtimenta que lhe acentua o sotaque, o engaço que lhe dá a firmeza suficiente para enfrentar o tempo e as rugas de uma oxidação natural neste tipo de vinho. As castas são cá das nossas (Antão Vaz, Rabo de Ovelha, Perrum e Manteúdo), o resto é o que um vinho de talha nos pode dar, uma ligeira resina, o travo vegetal fresco do engaço em fundo com o barro molhado, depois os toques de flores e as frutas de pomar bem maduras e cintilantes. Equilibrado, misterioso e com uma frescura que baralha as contas aos mais assertivos, sempre com um toque “salgado” no final do palato que nos mete a salivar e a pedir mais um copo. É vinho para se beber com comida e boa companhia por perto, não é vinho para ficar à espera até porque deste já não há mais. 92 pts

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Herdade do Rocim Amphora branco 2015

06dez/16
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O Sossego da Herdade do Peso

Situada no Baixo Alentejo, em plena Vidigueira, a Herdade do Peso acaba de colocar no mercado as últimas novidades, de nome Sossego, que se apresentam no formato branco, rosado e tinto. Surgem assim, na Herdade do Peso, os novos vinhos que se situam no patamar imediato ao Vinha do Monte, como vinhos indicados para um consumo mais casual e diário, com uma qualidade interessante para o objectivo pretendido. E é neste sossego por mim tão desejado e que me tem mantido nestes últimos dias bem afastado do reboliço da cidade, que me vou deixando deliciar pelos aromas e sabores dos vinhos que me vão passando pelo copo.
Neste caso é a franqueza de aromas que os domina por inteiro, a frescura em conjunto sempre bem afinado, mostra-se ao lado da fruta (madura e fresca) de intensidade mediana tal como se mostram a nível de corpo. E mesmo neste sossego deseja-se e procura-se alguma irreverência ou mesmo aquele algo mais que faça despontar o interesse naquilo que temos pela frente. Apetecia pois um pouco mais, mas talvez isso fosse pedir o que não se pode dar, ou o que não faz parte da estratégia delineada. Resta-nos, pois, em sossego apreciar estas novas referências:

Sossego branco 2015: num lote tipicamente alentejano com 75% Antão Vaz, 20% Arinto e 5% Roupeiro, fruta fresca e madura de bom nível com exuberância de bom tom, ligeiro floral a fechar o conjunto, algo discreto com boa secura no fundo, mas pronto para a mesa.


Sossego Rosé 2015: feito exclusivamente de Touriga Nacional, bonito na cor e na candura dos aromas, frescos, ligeiros e apelativos, sendo direto na forma como se faz mostrar. Presença mediana no palato sendo a fruta novamente protagonista, calmo, sereno, ligeira secura de fundo num perfil que agrada.

Sossego tinto 2014: criado a partir de um lote de 75% Aragonez, 15% Syrah, 10% Touriga Nacional, com direito a estágio de 6 meses em barrica usada. Muita fruta madura em tom silvestre (amora, framboesa) com o aconchego da barrica, elegância num todo harmonioso. Boca num misto de fruta e frescura, corpo mediano com boa presença.

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O Sossego da Herdade do Peso

08ago/16
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Colecção Privada Domingos Soares Franco Sauvignon Blanc 2015

Nem sempre é garantido que cada vindima permita que determinado vinho saia para o mercado, como é o caso desta Colecção Privada de Domingos Soares Franco (JMF). Na verdade foi com a benesse de 2015 que foi possível lançar novamente este vinho. À casta Sauvignon Blanc juntou-se um cheirinho de Verdejo, cerca de 15%, do qual resultou um branco com preço a rondar os 10€ que mostra um aroma com a fruta madura, realça a manga e um mais distanciado maracujá com notas de vegetal fresco a lembrar relva cortada. No palato um conjunto de corpo mediano amparado por uma boa frescura de fundo.89 pts

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Colecção Privada Domingos Soares Franco Sauvignon Blanc 2015

17mai/16
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QM Homenagem Alvarinho Reserva 2014

É no terroir de Monção e Melgaço que nascem os melhores exemplares de Alvarinho e muito recentemente pela mão das Quintas de Melgaço foi lançado um desses exemplares de se tirar o chapéu numa tiragem de apenas 1000 garrafas. Por ali tudo começou há cerca de 20 anos pelo amor à terra natal (Melgaço) de um minhoto de gema, de seu nome Amadeu Abílio Lopes, fundador da Quintas de Melgaço e que foi recentemente homenageado com o lançamento deste QM Homenagem Reserva 2014, cujo preço deve rondar os 20€.Um vinhoque goza de uma fantástica energia e frescura, onde a casta se mostra com garbo e alguma ousadia, acutilante na acidez com uma boa austeridade mineral em pano de fundo. A madeira por onde passou confere aquele extra de complexidade, serena-lhe ligeiramente o espírito, de resto é daqueles brancos que precisa de tempo no copo mas essencialmente na garrafa para crescer ainda mais. Foi acompanhado por uma cataplana de cherne com amêijoas e mexilhões, de beber e chorar por mais. 94 pts

Credit:

QM Homenagem Alvarinho Reserva 2014

11abr/16
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Quinta do Francês branco 2014

O Quinta do Francês branco 2014 é um 100% Viognier com passagem por barricas de carvalho francês, com boa complexidade, fresco, de aromas delicados e limpos, descritores a invocar a casta (pêssego, maçã, pêra, ligeiro floral), baunilha da barrica com tudo em grande harmonia. Saboroso com a fruta a fazer-se sentir acompanhada de toque apimentado, algum fruto seco (avelã), frescura e a envolvente da madeira a arredondar os cantos em final de boa persistência. Sirva-se fresco a acompanhar uns chocos à Algarvia.90 pts

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Quinta do Francês branco 2014

05abr/16
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Quinta das Bágeiras Avô Fausto branco 2014

Este vinho surge em homenagem ao avô, Fausto Nuno, do produtor Mário Sérgio da Quinta das Bágeiras (Bairrada). Foi o seu avô Fausto que lhe despertou o gosto pelos vinhos e também o responsável pela vocação vitivinícola da família. O Avô Fausto branco 2014, preço a rondar os 17€, é um branco proveniente de vinhas velhas e de vinhas com cerca de 15 anos, num perfil que seria ao gosto de Fausto Nuno, elegante, fresco e com grande finesse. Neste caso apenas Maria Gomes com estágio em barrica, aromático, muito preciso, fresco, floral e delicado, ao mesmo tempo a mostrar-se tenso e cheio de nervo. Na boca muito citrino acompanhado de notas resinosas e mineralidade, a lembrar pederneira, grande energia com enorme frescura. Um branco delicioso, acutilante e que irá durar largos anos em garrafa.94 pts

Source:

Quinta das Bágeiras Avô Fausto branco 2014

31mar/16
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Marquês de Borba branco 2015

É a mais recente colheita deste branco oriundo do produtor João Portugal Ramos, cujo vinho dispensará grandes apresentações. Bem conhecido pelos consumidores é feito com as castas Arinto, Antão Vaz e Viognier. Tem vindo nas últimas colheitas a perder aquele lado mais “duro” mostrando consistência num perfil mais fácil e escorreito, quanto a mim gostava mais daquilo que foi no início. Agora vejo-o por vezes a disputar o lugar no copo com o Loios, vinho que pelo preço/satisfação escolho em detrimento deste. Não deixa por isso de ser um vinho agradável e fresco, centrado nos aromas da fruta fresca e madura, ligeiro floral com passagem pelo palato de mediana presença. Não encanta mas também não desilude, mostrando-se fiel ao compromisso por um preço que ronda os 5€. 89 pts

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Marquês de Borba branco 2015

11mar/16
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Azinhaga de Ouro branco 2014

A aposta em vinhos que são engarrafados em exclusividade para as cadeias de hipermercados parece ter renascido num curto espaço de tempo, são cada vez mais os rótulos que surgem nas prateleiras fruto dessas parcerias entre produtor/hipermercado. Aliando a tudo isto nota-se uma clara aposta em levar estes mesmos vinhos a concurso para mostrar ao consumidor que ali mora qualidade a um preço bastante competitivo. O vinho que se segue é disso exemplo, falado e badalado pela imbatível preço a que é colocado nas prateleiras do Lidl, a menos de 2€ a garrafa. Produzido no Douro pela Caves do Monte a partir das castas Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho. Todo ele simples e bastante directo, cheio de fruta e aromas florais embalados num conjunto com frescura, mediana concentração tal como final de boca. Destaca-se por aquilo que mostra tendo em conta aquilo que custa, bebido fresco em modo esplanada ou terraço ao final da tarde com os mais variados petiscos, será certamente para todos aqueles que não se podem esticar na carteira o vinho ideal. 86 pts

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Azinhaga de Ouro branco 2014